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  • Projeto desenvolve aprendizagem de história além da sala de aula


    WhatsApp Image 2018-11-21 at 19.30.10 Quem disse que as aulas precisam ser restritas ao espaço da sala? Não aqui no campus. Com a pesquisa “Escolas do século 21: aprendizagem de história baseada em projetos no IFC Campus Camboriú”, as estudantes Maria Eduarda Gomes e Eduarda Brenda de Freitas, do curso Técnico em Hospedagem, sabem bem que é possível desenvolver novas formas de aprender e ensinar história. Sob a orientação do professor Ivan Carlos Serpa, as alunas desenvolveram dois produtos inovadores para experimentar novas maneiras de repassar o conteúdo de história do ensino médio: o teatristória e o sambaqui/escola.

    O teatristória, de acordo com as estudantes e o professor, é uma metodologia de ensino de história na qual a turma trabalha o conteúdo a partir do teatro. “Os alunos dão vida aos personagens históricos, com base nos trabalhos de Augusto Boal”, destacou Ivan. “Gostamos muito do teatro, pois além de aprender melhor os conteúdos, tivemos a liberdade para montar o cenário, figurinos e tudo que envolvia a peça”, ressaltaram Maria Eduarda e Eduarda. Além da parte divertida da montagem do teatro, as alunas destacaram a facilidade para captar o conteúdo e o empenho da turma na atividade. “Nesta primeira parte do projeto, tivemos uma prova após as apresentações. Dos 35 alunos da classe, 27 tiraram 10”, completaram.

    Já a segunda fase do trabalho, o “sambaqui/escola”, também coloca os alunos em ação e, literalmente, com a mão na massa. De acordo com Ivan, o sambaqui/escola simula as escavações em um sítio arqueológico. “Nesta ação, os alunos experienciaram conceitos como leitura de fontes primárias, interpretação de contextos de vestígios arqueológicos, elaboração de hipóteses e identificação de procedimentos básicos em arqueologia”, afirmou.

    O sambaqui/escola foi viabilizado a partir da construção de um equipamento na área externa, formado por uma caixa de alvenaria com areia, medindo 25 m² de área (5m x 5m) com 50cm de altura. “A proposta era realizar simulações de escavações arqueológicas com os alunos, estimulando-os a pensar, criar hipóteses e tentarem construir significados para contextos de vestígios em um sítio arqueológico experimental”, explicou o docente.

    O trabalho recebeu destaque na XI Mostra de Iniciação Científica e Extensão (MICTI) e também foi premiado na VIII Feira Interna de Iniciação Científica e Extensão do IFC Camboriú. Recentemente, o trabalho foi convidado para participar da V Jornada de Produção Científica da Educação Profissional e Tecnológica da Região Sul, que será realizada na cidade de Concórdia.

    Confira as fotos do projeto:

    * Crédito das imagens: Maria Eduarda Gomes e Eduarda Brenda de Freitas